“Feliz aquele que cuida do pobre; no dia da desgraça, o Senhor o salvará” - Salmos 41:2

A Voz do Pároco

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

"Assim como a chuva e a neve não voltam às nuvens, sem regar a terra, assim também a Palavra de Deus não volta aos céus sem produzir os frutos" (1ª leitura: Is 55,10-11). A comparação faz sentido, na medida em que perante a proclamação da Palavra de Deus ninguém fica indiferente: ou se aceita ou se nega.

No Evangelho (Mt 13,1-23), Jesus conta a Parábola do semeador que ao lançar as sementes, umas caiem no caminho onde são comidas pelas aves; outras caiem em terreno pedregoso onde acabam por queimar com o sol por não haver terra suficiente; outras caiem entre espinhos que as sufocam e finalmente as sementes que caiem em boa terra e dão muitos frutos.

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A 

Na sequência da parábola do semeador que no domingo passado nos mostrou um Deus optimista, a palavra deste domingo revela-nos um Deus paciente e tolerante tal como podemos ler na Parábola do joio (Mt 13,24-43). Segundo esta parábola, um agricultor surpreende-se com o nascimento do joio no meio do trigo. Aconselhado pelos seus servos para que se arranque o joio, o dono do campo preferiu esperar pelo tempo da ceifa.

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM -  ANO A

Nas aflições da vida, como na doença, no luto, na solidão da vida, na escassez de recursos financeiros, no desemprego, divórcios, ou nas desgraças que têm assolado o mundo, etc., é possível pensar num Deus insensível, distante, indiferente ou inoperante. Na sequência da mensagem das últimas semanas sobre um Deus compassivo, a Palavra de Deus deste Domingo, revela-nos um Deus sensível e operante face às necessidades dos homens. Segundo a primeira leitura (Is 55,1-3) perante o sofrimento do povo judeu no exílio, Deus promete a liberdade, a justiça, a prosperidade, a paz sem fim. E no evangelho (Mt 14,13-21) Jesus alimenta a multidão faminta e cura os doentes. Estes sãos alguns testemunhos que provam a compaixão e a sensibilidade de Deus perante as aflições dos homens.

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Que no mar as ondas agitem os barcos, é normal. Mas é pouco simpático que elas naufraguem as embarcações. Para a prevenção destes desastres, os marinheiros munem-se de um forte sistema de segurança que vai desde os salva-vidas até à comunicação mais eficiente.

Também, que a nossa vida seja feita de dificuldades, é natural. Aliás, excluir problemas da vida, é uma ilusão. Assim como o mar contém ondas suáveis e perigosas, também a nossa vida é temperada de dificuldades. Algumas são de fácil superação e outras de difícil contorno originando mesmo estados de depressão e/ou tentativas de suicídio.

XX DOMINGO COMUM

Ainda que seja preciso percorrer muito para se atingir a plena inclusão a nível social, cultural, política, económica, racial, etc., devemos reconhecer o esforço que tem sido feito a nível internacional para o combate à exclusão.

Falando da exclusão, ela pode manifestar-se quer no âmbito mais amplo quer no âmbito restrito. Alguém por exemplo, pode sofrer a exclusão pela sua raça, cor de pele, categoria social, pela sua cultura e língua, pelo seu género, pela sua profissão e confissão religiosa, etc.

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

A pergunta “quem é Jesus Cristo”?, pode ser ridícula quando feita a um adulto já que Cristo é a figura bastante conhecida. Mas a frequência das respostas que podem ser dadas ou são iguais ou se aproximam às seguintes: “Jesus é o Filho de Deus, “ é o Messias”. Na sua maioria, são todas correctas. No entanto podem não traduzir realmente o que para cada um é Jesus, visto que muitas destas respostas são simples cópias do que se diz sobre Jesus.

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Quando no domingo passado meditamos no que as multidões e os Apóstolos julgavam de Jesus, dizia eu que mais do que saber o que se dizia de Si, Jesus interessava por saber o que Ele significava para cada um dos seus ouvintes, sejam as multidões sejam os Apóstolos porque o significado que se tem de Jesus determina o seguimento ou não d’Ele. E a propósito do seguimento de Cristo, neste domingo Jesus diz: “se alguém quiser seguir-me, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-me” (cf. Mt.16,21-27).

XXVIII D.C. ANO A.

A Parábola do evangelho (Mt. 22, 1-14) deste domingo, sobre um rei que preparou o banquete e convidou todos quantos fossem encontrados, ilustra  o amor sem medida e sem descriminação que Deus tem para com a humanidade. Sem dúvidas Deus ama tanto os bons como os maus, os crentes como os ateus. Imitando este amor, todos os homens, mormente os cristãos, devem amar sem descriminação,e como diz Jesus, amar até os próprios inimigos. Segundo a parábola, o dono da festim, serviu-se dos servos para  divulgarem os convites.

A concordância entre o que se diz e o que se faz, é a base da confiança e credibilidade. Pelo contrário, a discrepância entre a palavra dada e a vida, conduz à perda de credibilidade e da autoridade moral. Por exemplo, que autoridade moral ou credibilidade terá um adulto que diz a uma criança que não se deve dizer asneiras se ele próprio faz uso de palavrões?

Em geral, vivemos a expectativa de uma pessoa importante que nos vem visitar, com uma intensa preparação que pode ir desde a simples limpeza e arrumação da casa até o diálogo que vamos estabelecer.
Durante a expectativa da vinda do Messias, Israel foi convidado pelos profetas, a destruir o pecado que a primeira leitura (Is 40,1-5.9-11) e o evangelho (Mc. 1,1-8) deste domingo, comparam às colinas, aos vales, montes e, a estepes que devem ser aplanados e aos caminhos tortuosos a endireitar.