“Respondeu-lhes Jesus: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede” - São João 6:35

O Bom Exemplo

A concordância entre o que se diz e o que se faz, é a base da confiança e credibilidade. Pelo contrário, a discrepância entre a palavra dada e a vida, conduz à perda de credibilidade e da autoridade moral. Por exemplo, que autoridade moral ou credibilidade terá um adulto que diz a uma criança que não se deve dizer asneiras se ele próprio faz uso de palavrões?

A necessidade da coerência da vida, é requerida em todas as esferas da vida e em particular na vida do crente. E é para nos ensinar a coerência da vida que naprimeira leitura (Mal 1,14b-2,2b.8-10), o profeta Malaquias adverte os líderes religiosos, especialmente os sacerdotes para serem bons exemplos no cumprimento da Lei de Deus e terem uma vida irrepreensível. É que no tempo em que Malaquias profetiza, os sacerdotes estavam longe de ser bons guias espirituais e modelos de perfeição. Desviaram-se do caminho de Deus e serviam os seus próprios interesses.

Que cada um se reveja na advertência do profeta Malaquias e procure mudar, é o objectivo da mensagem de hoje. O crentes, líderes religiosos, chefes de família, líderes políticos e sociais, chefes de instituições, responsáveis dos movimentos ou grupos apostólicos, cada um deve dar bom exemplo para não cair no descrédito nem seja motivo de escândalo dos outros.
Mas como diz S. Paulo, “nós trazemos os tesouros de Deus em vasos de barro” (), ou seja, nem sempre os que anunciam a Boa Nova são perfeitos, no Evangelho (Mt 23,1-12) Jesus recomenda ao povo para que fizesse e observasse tudo quanto os fariseus dissessem, mas não imitassem as suas obras, porque eles dizem e não fazem.

Isto significa que, não obstante a imperfeição dos pregadores da Palavra de Deus, o ouvinte deve acolher a Palavra de Deus como tal e não como palavra humana. É o que nos ensina S. Paulo na segunda leitura (1 Tes. 2,7b-9.13).
Resumindo a mensagem da Palavra de Deus deste domingo, penso que ela nos convida a darmos bons exemplos aos outros e por outro lado, a pormos em prática o que de bom os outros dizem embora eles próprios não vivam o dizem. E isto é o esforço de distinguir entre a Palavra de Deus pregada e a vida do pregador.

Pe. João Prego