“Mais vale um bom nome do que um bom perfume, mais vale o dia da morte que o dia do nascimento” Eclesiastes 7:1

“Na Eucaristia, nós partimos o único pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre”
Santo Inácio de Antioquia.

 

A Eucaristia, cuja matéria é pão de trigo e vinho da videira, misturado com um pouco de água, de tal forma que a água se dilua no vinho: pois a água significa o povo, que é incorporado a Cristo. Com outro pão que não seja de trigo e com outro vinho que não o da videira não se pode celebrar este sacramento. A forma deste sacramento são as próprias palavras de Cristo (cf. Mt 26, 26.28), que disse: Hoc est corpus meum; e Hic est calix sanguinis mei, novi et æterni testamenti, mysterium fidei, qui pro vobis et pro multis effundetur in remissionem peccatorum: porque é o sacerdote quem, falando em pessoa de Cristo (in persona Christi), celebra este sacramento. O ministro, pois, deste sacramento é o sacerdote, e nenhuma outra pessoa pode consagrar o corpo de Cristo.

O efeito dele é duplo, e o primeiro consiste na própria consagração do sacramento: pois, em virtude das palavras consecratórias, o pão se converte no corpo de Cristo, e o vinho em seu sangue, mas isso de tal maneira que Cristo todo está contido sob as espécies do pão, que permanecem sem sujeito, e Cristo todo está contido sob as espécies do vinho: e sob qualquer partícula da hóstia consagrada e do vinho consagrado, feita a separação, está <presente> Cristo todo. O segundo efeito deste sacramento, que ele opera na alma de quem dignamente o recebe, é a união do homem com Cristo, como ele mesmo diz: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 54). E porque pela graça o homem é incorporado a Cristo e unido aos membros dele, é digno que se aumente a graça aos que recebem este sacramento dignamente.

Assim, pois, neste sacramento há algo que é apenas sacramento (sacramentum tantum), a saber: a própria espécie do pão e do vinho; e algo que é realidade e sacramento (res et sacramentum), ou seja, o corpo verdadeiro de Cristo; e algo que é apenas realidade (res tantum), a saber: a unidade do corpo místico, isto é, da Igreja, unidade de que este sacramento é sinal e causa.

Fonte:
Os Sacramentos da Igreja, São Tomás de Aquino, Editora Padre Pio

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