XXVIII D.C. ANO A.
A Parábola do evangelho (Mt. 22, 1-14) deste domingo, sobre um rei que preparou o banquete e convidou todos quantos fossem encontrados, ilustra o amor sem medida e sem descriminação que Deus tem para com a humanidade. Sem dúvidas Deus ama tanto os bons como os maus, os crentes como os ateus. Imitando este amor, todos os homens, mormente os cristãos, devem amar sem descriminação,e como diz Jesus, amar até os próprios inimigos. Segundo a parábola, o dono da festim, serviu-se dos servos para divulgarem os convites.
Também Deus, se serve dos próprios homens para Ele se dar a conhecer. Estes, são todos os cristãos que têm o dever cristão de testemunhar Cristo e os agentes da evangelização (catequistas, o papa, bispos, sacerdotes e missionários). Ainda segundo a parábola, alguns servos foram maltratados e perseguidos até a morte pelos que rejeitaram o convite. Esta é a experiência de muitos que sofrem por causa da sua fé e por causa da evangelização. E não é uma perseguição só da geração e dos séculos passados, senão também do nosso tempo. Quantos entre nós, já não sofreram incompreensões, humiliações, despreso e descriminação, até mesmo dos próprios familiares, amigos e colegas por causa da sua fé e do evangelho? E quantos, para evitar esta experiência, não abandonaram a sua fé ou vivem sua fé de forma clandestina? Importa recordar aqui as palavras de Jesus: “quem se envergonhar de Mim diante dos homens, Eu o negarei diante de meu Pai” ou ainda, “quem for perseguido por minha causa, alcançara a vida eterna”. Trata-se de exemplos que mostram como Jesus preveniu que, segui-Lo implica levar a cruz todos os dias”.
Os convidados que rejeitaram o convite representam os que conscientes e livremente negam a proposta de salvação que Deus faz a todos. Por causa das coisas deste mundo, muitos rejeitam Deus e a sua igreja. Também aqui importa lembrar outras palavras de Jesus: “ quem neste mundo preferir mais pai, mãe, irmãos, terras, amigos, bens materiais, etc, do que a Mim, esse não é digno de Mim”. Portanto, e como diz S. Paulo, nada nos deve separar do amor de Deus. O evangelho termina com o caso da expulsão de um dos convidados da sala dos convivas por ter entrado sem o traje nupcial. Esta cena que parece contrastar com a vontade do rei da festa que pediu aos servos que convidadessem todas as pessoas independentemente da sua condição social, ensina-nos que não basta aceitar o convite para se ser digno da festa, mas necessário trazer a veste nupcial.
Ou seja, para alcançarmos o Reino de Deus, não basta ser cristão, ouvir a Palavra de Deus, receber os sacramentos, ir a igreja e numa palavra cumprir formalmente o que está determinado pela igreja, mas é necessário que tudo isto se traduza na vida do dia a dia. Aliás diz Jesus: “ não é só aquele que diz Senhor, Senhor que entrará no Reino dos Céus, mas quem, ao ouvir a Palavra de Deus a põe em prática”.
Pe. João Prego

