(3º domingo da páscoa, 19-04-2026)
Sem dúvidas, a ressurreição de Jesus fundamenta a fé cristã, como diz S. Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (1 Cor 15, 14).
Mas se Cristo depois da ressurreição não aparecesse aos discípulos, a fé cristã talvez caísse no descredito. Assim, as aparições são tão importantes para fé cristã que importa meditar sempre nelas.
A propósito, no domingo passado, meditamos na aparição de Jesus aos discípulos em que Jesus convidou Tomé a acreditar na Sua ressurreição. Convida-nos também hoje, a acreditar que Ele vive.
E neste domingo, o 3º da páscoa, refletimos sobre a aparição de Jesus a dois discípulos a caminho de Emaús.
Narra-nos o evangelho que Jesus pôs-Se a cominho com eles participando na conversa sobre a Sua paixão e morte que aqueles vinham a fazer. No entanto, os discípulos, não O reconheceram logo apesar de Jesus lhes ter recordado as Escrituras sobre a Sua morte e a ressurreição. Só no fim da caminhada e no partir do pão que eles O reconheceram.
Quantas vezes, também nós, não deixamos de reconhecer Cristo que todos os dias caminha e fala connosco? Então nas dificuldades da vida, esta nossa cegueira pode agravar-se mais.
Sem dúvidas é a nossa pouca fé e/ou nossos pecados que nos turvam. Por isso, deixemos que o Senhor nos abra os olhos da fé para O reconhecer nos irmãos e acontecimentos de cada dia.
Mas ao mesmo tempo que as aparições de Jesus confirmam a Sua ressurreição e consolidam a fé cristã, também nos interpelam para o testemunho de Cristo ressuscitado, a exemplo da 1ª leitura deste domingo que narra Pedro a pregar a ressurreição de Cristo aos judeus (Act 2,14.22-33) e do evangelho (Lc 24,32) segundo o qual, logo que reconheceram Jesus, os discípulos partiram imediatamente à Jerusalém a anunciar que Cristo está vivo.
Também nós hoje, com palavras e obras, devemos testemunhar Cristo ressuscitado nos nossos ambientes e contextos.
Pe. João

